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Destaque
São Cucufate, uma Realidade, Oito Anos Depois
5 de Junho de 2016
Assinalam-se hoje, oito anos consecutivos da abertura ao público, das Ruínas Romanas de São Cucufate e do Museu da Casa do Arco, em Vila de Frades
Local: Ruinas de São Cucufate

JUNTA DE FREGUESIA DE VILA DE FRADES
“SÃO CUCUFATE, UMA REALIDADE, OITO ANOS DEPOIS”

Caros concidadãos,
Assinalam-se hoje, oito anos consecutivos da abertura ao público, das Ruínas Romanas de São Cucufate e do Museu da Casa do Arco, em Vila de Frades. A data é importante, porque sempre dissemos que estes dois equipamentos tinham de estar abertos regularmente ao público e com estabilidade. Em 2007 e no inicio de 2008, depois dos consecutivos encerramentos, da fase de instabilidade e da passagem do Sr. Presidente da República, dois Ministros e três Secretários de Estado da Cultura, foi altura de assumir responsabilidades e ónus que são do Estado e nós, Junta de Freguesia, conduzimos o processo que só tinha o objetivo da estabilidade e abertura regular ao público, da única Villa Romana com dois pisos, de toda a península Ibérica e classificada como Monumento Nacional desde 1947.
Naquela altura, foi preciso deixar para trás, aqueles que não queriam o Monumento aberto ao público, o Estado Português, o Governo e, foi preciso arranjar parceiros que garantissem a estabilidade que nós tanto pretendíamos e, foi nesse momento, no segundo trimestre de 2008, que nos sentámos à mesa, com a Câmara Municipal e com o organismo que veio substituir os entretanto extintos IPPAR e IGESPAR, a Direção Regional de Cultura do Alentejo, aí, nós, propusemos uma gestão tripartida e experimental, em nome da estabilidade que sempre defendemos. Nesse momento e depois do acordo entre as entidades, foram assumidas responsabilidades por parte de cada um, apenas verbalmente, onde, cada uma delas, assumia o seu papel na gestão e funcionamento, do Monumento e também da Casa do Arco. A Direção Regional de Cultura, recebia as verbas das entradas em São Cucufate e com as mesmas, daria cumprimento às despesas de água, luz, consumíveis, seguros e outras despesas inerentes ao funcionamento, a Câmara Municipal, assumia os recursos humanos para o atendimento, dos seus quadros e a Junta de Freguesia, também nessa área, assumia alguns recursos humanos, esses provenientes dos programas ocupacionais do Instituto de Emprego, mas também assumia a manutenção e conservação dos dois equipamentos, com os recursos humanos afetos às nossas equipas que diariamente trabalham na Junta de Freguesia e, também assumia o pagamento mensal do telefone, fax e internet da Casa do Arco.
Oito anos, passam depressa e depois deste breve esclarecimento, importa dizer, que, esta gestão teve altos e baixos, teve momentos em que os funcionários destacados eram claramente insuficientes, que as verbas afetas aos nossos compromissos eram ínfimas e, que a estabilidade por vezes esteve em risco, mas valeu acima de tudo, a persistência de todos os funcionários que por ali passaram, gente sem formação na área, mas que soube aprender com os parceiros e principalmente com as adversidades, mas também prevaleceu a lealdade entre os parceiros, numa parceria que ainda hoje se mantém apenas como verbal, mas que define a vontade de todos.
Hoje, no dia que se assinalam os oito anos abertos consecutivamente ao público, posso dizer-vos, que valeu a pena lutar para que esta terra, este concelho e esta região, tivessem hoje um dos mais importantes equipamentos romanos à disposição das pessoas, dos turistas e dos visitantes, São Cucufate é hoje um dos locais mais referenciados no turismo e tem paulatinamente conquistado o seu espaço, fruto desta estabiliade, dando claramente um reforço à economia local, com isto, ganham todos, os que sempre defenderam este projeto, a população que se orgulha da sua história, as adegas que aqui projetam os seus vinhos e claramente o comércio local, através dos restaurantes, cafés, lojas, dormidas e produtos locais de referência.
Por isso, a Junta de Freguesia, ao dia de hoje, congratula-se com o sucesso destes oito anos e agradece aos parceiros, aos funcionários e todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para o sucesso e para a estabilidade de São Cucufate e da Casa do Arco, por isso, nunca é demais relembrar o trabalho desenvolvido ao longo destes oito anos, foi determinante e vai de encontro àquilo que sempre defendemos na Junta de Freguesia, que é trabalhar na defesa daquilo que é a nossa identidade e do interesse coletivo e só assim é possível alcançar resultados a médio/longo prazo e estáveis. Vila de Frades é hoje, um ponto de referência no território nacional e também no estrangeiro, através de São Cucufate, orgulha-nos, mas também nos trás mais responsabilidades, em primeiro, o facto de transmitirmos aos mais jovens e futuros autarcas, a importância deste projeto, para que nunca o descorem e o abracem como sendo um filho acabado de nascer e em segundo, aos parceiros e população, é preciso acreditar no valor e acima de tudo no retorno deste investimento de longos anos, só assim, Vila de Frades pode continuar a crescer e a ser diferente.
Desde o dia 1 de junho de 2008, já passaram por São Cucufate e pela Casa do Arco, cerca de 55 mil pessoas, visitantes/turistas/escolas/idosos, são números e valem o que valem, mas para nós são o retorno de um investimento na cultura, no património e na história.
Vila de Frades, será hoje e sempre, um baluarte na defesa intransigente dos interesses das entidades, das empresas e das pessoas, só assim, caminharemos rumo ao futuro e ao desenvolvimento.
Saudações Vilafradenses

Vila de Frades, 1 de junho de 2016

O Presidente da Junta

Luís José Roque Amado

   
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