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Património - Ruínas de S. Cucufate - História

Alguns materiais encontrados no decurso das escavações arqueológicas realizadas em S. Cucufate demonstram que este local foi habitado anteriormente ao período romano. Dada a ausência de estruturas e a relativa escassez de espólio recolhido, não existem grandes dados sobre esta primeira ocupação, que datará do Neolítico Final – ou seja, entre os últimos séculos do 4º milénio e os primeiros séculos do 3º milénio a. C..

É durante a época romana que o local irá conhecer uma duradoura e marcante ocupação. Aí se instalou, no séc. I d.C., uma villa, isto é, uma exploração agrícola de uma certa dimensão, integrando a residência do proprietário, habitações para os seus criados e escravos, armazéns, celeiros, adegas e lagares: o proprietário podia aí residir, pelo menos durante parte do ano, organizavam-se os trabalhos necessários à produção, armazenavam-se e transformavam-se os produtos da terra que lhe pertencia.

A residência senhorial desta primeira instalação foi-se, progressivamente, monumentalizando, tendo passado por duas grandes campanhas de obras. Uma primeira, no século II, mais tímida, e uma segunda, em meados do século IV, que denuncia uma ruptura com o modelo arquitectónico seguido no decurso dos séculos anteriores. A tradicional casa romana, fechada sobre si mesma e centrada sobre um ou mais pátios interiores (“casa de peristilo”), substitui-se, então, por uma arquitectura de ostentação, aberta ao exterior, de desenvolvimento linear, em que as fachadas são valorizadas pela multiplicação dos vãos como elemento de ligação entre os espaços interiores e o exterior.

São desta última fase os vestígios que, ainda hoje, testemunham a grandiosidade e opulência de uma época que se aproximava do seu fim.
O fim do Império Romano, nos inícios do século V, não ditou, porém, o abandono definitivo deste sítio. Aí se instalou, em data incerta da Alta Idade Média, um mosteiro consagrado a S. Cucufate. Com algumas descontinuidades, transformações e adaptações, a ocupação deste mesmo espaço prolongou-se até aos finais do século XVIII, tendo-se utilizado parte da casa romana como igreja, decorada em sucessivas épocas com pinturas murais. Foi esse aproveitamento da habitação romana durante os séculos posteriores que, permitindo a sua manutenção e conservação parcial até aos nossos dias, faz de S. Cucufate um caso ímpar no conjunto dos sítios arqueológicos romanos de Portugal. 









   
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