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Fialho de Almeida - Comemorações dos 150 Anos

Fialho de Almeida 150 Anos

 

Como é de geral conhecimento, a nossa Junta de Freguesia decidiu comemorar, com o maior brilho, o 150º aniversário do nascimento do filho dilecto de Vila de Frades, Fialho de Almeida, centrando essas comemorações na terra que o viu nascer.

Para o efeito, foi constituída uma Comissão que teve a seu cargo a definição do programa, assim como a sua execução.

Ficaram, seguramente, na memória de todos, os vários eventos de excepcional significado e relevância e que passamos a referir, seguindo a respectiva programação:

No dia 4 de Maio, durante a manhã, subordinada ao tema “A Obra Literária e Cultural de Fialho de Almeida”, o Senhor Prof. Doutor António Cândido Franco proferiu, nas instalações da “Sociedade”, uma conferência em que nos deu a exacta dimensão do Homenageado, tanto no âmbito da Cultura, quanto no da Literatura, por forma a concluirmos que Fialho de Almeida ombreou com as mais destacadas personalidades, em ambos os campos. Foi, segundo o mesmo professor, um dos vultos maiores da Literatura Portuguesa; foi, sem dúvida, o escritor que mais enriqueceu a Língua Portuguesa, com a criação de novos vocábulos, no seu tempo e até aos nossos dias.

Pela tarde e nas mesmas instalações, proferiu a sua conferência o Senhor Prof. Doutor Helder Edgar da Fonseca, subordinada ao tema “Sociedade Alentejana nos finais do Século XIX”, transportando-nos, com a eloquência do seu verbo, àquelas épocas, com os seus costumes e usanças; e o Senhor Prof. Doutor Paulo Guimarães que nos presenteou com uma panorâmica alargada das realidades do tempo em que viveu Fialho de Almeida, da forma como este as digladiou e, todavia, com elas conviveu . Tudo em obediência ao tema por si escolhido: - “Fialho de Almeida. O Homem e o seu Tempo”.

Terminado o ciclo destas conferências, seguiu-se, conforme estava previsto, um passeio por alguns locais de Vila de Frades mais mencionados na obra de Fialho, acompanhados pelos oradores da manhã e tarde, respectivamente prof. doutores António Cândido Franco, Helder da Fonseca e Paulo Guimarães, outros membros da comissão, autarcas e população em geral.

Assim, a primeira paragem decorreu sob o “Arco” tendo lembrado que, segundo transmissão oral, este era um local onde o escritor se encontrava, com frequência, à conversa com amigos. Conta-se que Fialho constatando que sempre que algum se ausentava, os restantes “ratavam-lhe na casaca”, antes de abandonar o grupo fazia-lhes o gesto celebrizado por Bordalo Pinheiro no “Zé Povinho”. Perante a indignação geral o escritor justificava-se, dizendo que já sabia que de seguida diriam mal dele...

A paragem seguinte teve lugar na antiga Praça Nova (hoje 25 de Abril) frente aos outrora Paços do Concelho, citados em “AO SOL” na sua obra País das Uvas. Foi, aliás, neste edifício que Fialho fez a instrução primária. Percorremos depois a Rua de Lisboa à qual Fialho se refere como a Rua “Fidalga”, também no País das Uvas. Voltámos a parar no início da Rua Poeta João Xavier de Matos (outro lugar ligado a Vila de Frades), para fazer referência à “Casa do Conselheiro” mencionada no conto “SEMPRE AMIGOS” in CONTOS. Visitámos de seguida a igreja Matriz onde o escritos foi baptizado e casou.

No templo “endossámos” a responsabilidade ao Sr. Pároco que fez algumas referências sobre a grandiosidade do edifício e do seu altar mor. Fomos depois ao Largo Fialho de Almeida onde nos referimos às lápides apostas na casa onde nasceu correspondentes a homenagens anteriores. A última visita foi às Escolas Fialho de Almeida, construídas com “10 contos de reis” deixados pelo escritor. Nas Escolas os visitantes foram, naturalmente, acompanhados pela Sr.ª Profª Glória Carapeto . Foi realçada a qualidade do edifício e dos equipamentos postos ao dispor de docentes e alunos após a recente remodelação.

No dia 5 de Maio, pelas 11 horas, teve lugar, na Igreja da Misericórdia, a inauguração de uma Exposição obedecendo ao tema “Fialho e a Sua Terra".
Ao início da tarde desse mesmo dia, teve lugar um Cortejo Etnográfico e uma Feira, retratando a época do Homenageado.

Do cortejo, salientamos o colorido e a fidelidade dos aspectos apresentados, além da magnífica participação dos nossos conterrâneos; e da feira, a venda de produtos próprios da terra e da época, que despertaram a curiosidade e o interesse de quantos acorreram, nela tomando parte activa, tanto como compradores quanto como vendedores.

A efeméride contou ainda, nesse dia, com a representação, na sala da “Sociedade”, da peça de teatro “Gatos Assanhados”, com texto e dramaturgia de António Revez; tendo sido produzida por “Cocas-Produções” e contado com a mesma sala completamente lotada.

No dia 6 de Maio, honraram-nos, com a sua presença, no mesmo espaço, o Senhor Prof. Doutor Guilherme de Oliveira Martins e a Senhora Prof.ª Doutora Maria Antónia Nicolau Espadinha - uma querida conterrânea – tendo-nos ambos enriquecido com duas conferências bem ao nível da sua craveira intelectual.

Guilherme de Oliveira Martins explanou, de forma superior, o tema “Fialho de Almeida e a Sua Época”, a todos impressionando pelo conteúdo da dissertação, pela clareza de exposição e pelo excelente recorte literário que a uma e a outro serviu de forma; proporcionando-nos uma panorâmica expressiva e eloquente, no domínio da Literatura Nacional, da época vivida por Fialho de Almeida, pondo em evidência o relacionamento de Fialho com os outros insígnes escritores seus contemporâneos, dando especial destaque a Eça de Queirós.

Maria Antónia Nicolau Espadinha fez uma análise da “Obra de Fialho de Almeida” – a quem se referiu como um escritor de primeiro plano -, abordando a forma e o conteúdo da sua produção literária e ilustrando a exposição que fez com a leitura de excertos da escrita do Homenageado, tendo dado expressão de relevo ao conto “A Taça do Rei de Tule”.

De seguida, a Drª Maria João Roque fez a apresentação do livro “À Mesa com Fialho de Almeida”, da autoria da Senhora Arquitecta Maria Antónia Goes, quem estava presente e foi também apresentada pela moderadora.

O livro despertou enorme curiosidade nos presentes - que enchiam a sala – e a sua Autora concitou-os a aderirem à cozinha alentejana e a cultivarem a fidelidade às receitas apresentadas, tendo-as e respeitando-as como uma forma de cultura, que são.

E, em tal sentido se exprimiu também a Senhora Drª Maria Rolim, em nome e representação da sua Empresa, a editora do Livro – “Colares Editora, Lda.”.

O Grupo Coral “Ceifeiros de Cuba” recebeu à entrada todos os participantes nestes actos, com o seu “Cante” genuíno, levando a sua actuação até ao palco e deixando em todos bem viva a emoção de ser Alentejano.

Nesse mesmo dia 6, pelas 21 horas, na Igreja Matriz de Vila de Frades, realizou-se um concerto coral pelo “Grupo Polifónico Vozes da Vidigueira” que, assim, veio dar o seu contributo às Comemorações.

No dia 7 de Maio, houve, pelas 16 horas, a apresentação de trabalhos dos Alunos do 1º Ciclo e Pré-Escolar da Escola Primária Fialho de Almeida, iniciativa que teve lugar na “Sociedade”- aproveitando as excepcionais condições de palco aí existentes - e foi muito apreciada por todos quantos assistiram, tendo deixado palavras encorajadoras para as Crianças intervenientes e referências elogiosas ao trabalho das Senhoras Professoras da mesma Escola que tão bem souberam orientar aqueles pequenos “actores” no desempenho do papel que a cada um coube, ora de leitura dos suportes visuais com texto e imagem concebidos nas salas de aulas para o efeito, ora de representação de textos e canções escritos e encenados especificamente para a ocasião.

Introduzindo e apresentando cada um destes momentos, esteve a Senhora Professora Maria da Glória Carapeto, Docente na Escola.

Pelas 18 horas, no Largo Fialho de Almeida procedeu-se à “Sessão Solene” de homenagem ao escritor, tendo aí usado da palavra os Senhores Presidente da Junta de Freguesia de Vila de Frades e Presidente da Câmara Municipal de Vidigueira.

O encerramento coube ao Grupo Coral “Os Vindimadores da Vidigueira”.

 

 

 

 

 

 

 

 

E assim terminou a primeira etapa da homenagem que Vila de Frades promoveu à memória de Fialho de Almeida

   
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